print "Hello World!"

Este post é apenas um teste.
deveria aparecer no meu multiply e blogger.
quero ver como ficam os comentários.
[]'s

BackBeat

Teste da volta...
postando no multiply e vendo se vai cair no blogger.
(no último post, eu importei manualmente o post do blogger. será que se eu esperar bastante tempo o multiply atualiza só?)

Aquela Garota

Será que ela sabe o quanto ela influencia minha vida?
Cada palavra que ela me diz, me muda por inteiro.
Cada olhar a cada imagem faz meu dia valer a pena.
Cada instante de silêncio me deixa em dúvida.

Será que ela se importa comigo?
Todo dia penso nela, por acidente.
Toda noite sonho com ela, por incidente.
Todo instante penso em dizer-lhe: te amo.

Mas não posso contar-lhe,
O segredo faz a mágica,
E a mágica é o que me faz querer-lhe.

(Daniel Ribeiro.)

P.S.: "Depois da meia noite, nada mais é ridículo: qualquer discurso é válido, nenhum recurso inválido."

Matching Algorithm

Uns dias atrás eu voltei a pensar sobre relacionamentos entre humanos, mais especificamente namoros, casamentos e sexo. Tecnicamente é completamente possível modelar essas relacões como grafos. (aliás, qualquer relação sobre um ou dois conjuntos é modelável como um grafo.) Inspirado em Douglas Noel Adams, vou discorrer um pouco sobre grafos, apresentar um modelo sobre relacionamentos humanos e mostrar que efetivamente a terra está calculando alguma coisa, só não sabemos o que é.
(para os meus leitores imaginários não computeiros, se você for computeiro pode pular essa parte e procurar os próximos parênteses)
A definição matemática de grafo é algo que vai além do escopo de qualquer blog, por mais que esse blog pertença a alguém que se acha intelectual. Então vamos direto ao ponto, aos pontos:
um grafo é um conjunto de coisas que chamamos vértices e linhas que ligam esses vértices. num papel representamos os vértices por pontos ou bolinhas e quando faz alguma diferença qual vértice está onde, colocamos "nomes" nos vértices.
A grande utilidade disso é a versatilidade: se imaginarmos os vértices como pessoas e as arestas como amizade, temos o orkut um exemplo explícito de grafo. ou ainda pode-se tomar estações de ônibus como vértices e linhas de ônibus como arestas.
(/para os meus leitores imaginários não computeiros.)
Numa primeira aproximação grotesca dos relacionamentos, temos os humanos como vértices e arestas entre qualquer par de humanos que acham um ao outro atraentes. O algoritmo de quem programou a terra seria escolher um número x de arestas tal que o máximo de humanos tivesse em exatamente uma aresta escolhida. Como uma simplificação inicial, todos os vértices são heterossexuais. (essa simplificação será removida em uma aproximação futura, não tenho preconceitos contra homossexuais) Esse problema já tem solução conhecida. Mas, ao invés de descrever como ensinar (programar) um computador para calcular isso, vou mostrar um jeito prático de "construir" a solução numérica (quantas arestas foram escolhidas) :
Represente os humanos por reservatórios fechados de água. Separe os em homens e mulheres. Represente as arestas por canos todos de mesmo diâmetro. Adicione mais dois reservatórios abertos, um "Origem" que se liga a todos os homens (ou mulheres, é simétrico) com tubos do mesmo diâmetro anterior, e um "Destino" que se liga a todas as mulheres. Ao se despejar uma vazão de água em Origem, uma vazão limitada pelos diâmetros dos canos irá sair em Destino e assim pode-se determinar que a quantidade de arestas escolhidas é igual à vazão que sai em Destino dividido pela vazão máxima de um dos canos. (para os computeiros: Esse algoritmo roda em O(n3), com n=6x109, demoraria 7x1012 anos para se chegar à resposta em um computador pessoal)
Nesse exemplo, as leis físicas forçam as escolhas de arestas, mas como o programador faz com que certas pessoas escolham umas arestas em vez de outras? uma resposta bem simplória seria que ele faz as pessoas gostarem e deixar de gostar quando é conveniente trocar uma aresta.
Agora vamos remover as simplificações... Considere um conjunto de vértices que têm arestas entre si sem nenhuma restrição. (não faz mais sentido separar em homens e mulheres pois há arestas ligando elementos do mesmo grupo.) Agora esse algoritmo não funciona mais, pois não tem como definir uma origem e um destino. Outra complicação dos humanos é que alguns vértices podem ter mais de uma aresta, dependendo de a quais outros vértices ele está ligado e isso perde completamente qualquer analogia com fluxo em canos. Esse problema agora sem as devidas simplificações é classificado como NP-Completo o que para os computeiros significa que não existe (ainda?) como resolvê-lo em tempo polinomial e para os não computeiros significa que ele pode ser interpretado como qualquer outro que também seja NP-Completo. Assim, um ser de outro planeta pode estar usando a terra e sua imensa capacidade de processamento (milhares de relacionamentos iniciam e terminam todos os dias) para calcular a sua rota de viagens, ou quem sabe Deus quis contar quantas cores ia precisar pra pintar todos os planetas. (para os computeiros: O único jeito que conheço de calcular isso seria tentar todos os conjuntos de arestas e verificar qual deles tem o máximo de arestas e satisfaz todas as condições. O(2M*N), sendo M o número de arestas e N o número de vértices, não tenho nem como estimar quanto tempo isso demoraria num computador pessoal. )

Flávia

Eu acho que vou acabar usando esse blog para fins incomuns. Esse texto é um pedido de desculpas que devo a alguém que provavelmente nunca vai ler isso... Bom, se existe algum leitor random aí, o texto não é pra você. Assim mesmo publicá-lo-ei porque preciso colocar esse sentimento para fora, e talvez você meu leitor imaginário pode achar-lo bonito.
Flávia, demorou mas eu finalmente entendo o que você sente. Eu precisei estar em uma posição que eu acredito ser parecida com a que você esteve para entender. Desculpe-me.
Tenho que dizer para você que menti. Quando disse que a amava, era hipérbole. Eu gostava muito de você, mas amor é uma palavra muito forte. Chamar de hipérbole também não é muito verdadeiro, era mais um desejo. Eu queria namorar-lhe e achava que o sentimento ia ficar mais forte com o tempo.
Tempo... Esse foi realmente cruel com você. Quando eu estive disponível para você, você não estava para mim. E o contrário aconteceu também, as duas situações alternando-se. Você gostava de mim o suficiente para me perdoar depois desses casos. Embora não tenha feito de propósito, reconheço que a culpa foi minha. Eu não fui maduro o suficiente para entender os seus sentimentos.
Eu ainda tenho aquele pensamento de que se eu tivesse esperado por você teria sido bom. Mas agora já é tarde. Não dá pra ser como era antes. Esse é só um pedido de desculpas, Porque não quero que você fique com raiva de mim para sempre. Também não vou pedir de mais e insistir que seja minha amiga ou volte a falar comigo. Só quero que não me odeie.
Até mais. (Mesmo se for adeus.)

Amigos.

Esse é um tema meio batido e até emotivo em excesso, mas faz um tempo que eu ando com saudades dos meus amigos.
Um dia eu li em algum lugar que amigo é aquele que vai estar contigo a vida toda. Não acho que isso seja verdade, e mesmo que fosse, só seria possível determinar quem foram seus amigos após a morte.
Desconsiderando formulações lógicas, e formalismo matemático, consideramo amigos aqueles que influenciam minha vida constantemente. Mesmo aqueles com os quais perdi contato, ou pior: temos como nos comunicar entre si e não o fazemos porque nossas realidades são diferentes. Eu ainda os tenho por amigos pois o que eles foram e como estivemos juntos por algum tempo fez o que eu sou hoje, fez parte do meu jeito de pensar.
Meus amigos escolheram muitos caminhos diferentes dos meus e diferentes entre si. E acho que é justamente por isso que estou escrevendo esse texto e publicando-o: para dizer a esses amigos que ainda lembro de como já fomos. Se você, leitor, é um dos meus amigos alguma dessas coisas abaixo listadas parecer-lhe-á familiar:
Skateboarding na ladeira "do hiper"; Ouvir hard-core; Tardes estudando na biblioteca do marista; Armorial na sexta feira; Baía Formosa; Jogar xadrez nos Jern's; Andar distâncias enormes a pé pela cidade; Lual em Ponta Negra durante a noite; "Ana beatriz e seus cabelos cacheados"; Ensaios de rock num estúdio alugado; Faltar aula para estudar para prova; Meleca verde; Ísis; Jogar playstation; Aprender cálculo na biblioteca da ufrn; Jogar RPG ou Magic; montar o cubo de rubik; Pular no feijão; Cantar a Cova; (A lista se prolonga muito... porque são muitas as coisas importantes que acontecem. mas quando aconteceram eu achava que não eram dignas de nota.)
Eu sinto saudades de todos os meus amigos. Mas não desejo que as coisas voltem a ser o que era, cada um escolheu o seu caminho, e eu acabei indo pra longe de todos. Só quero dizer pra todo mundo que eu ainda amo todos os meus amigos, estejam onde estiverem, fazendo sei lá o que.

--
Daniel Ribeiro Moreira.

Ruas

Trairí (Rua)

"Nos cubos desse sal que me encarcera
(pedra, silêncios, picaretas, luas,
anoitecidos braços na paisagem)
a duna antiga faz-se pavimento

Meu chão se mda em novos alicerces,
sob as pedreiras rasgam-se meus passos;
e a velha grama (pasto de lirismo)
afoga-se nos sulcos das enxadas,
nas ânsias do caminho vertical.
Ao sono das areias abandonam-se
nesta ria vividos fantasmas

de seus rios-meninos que descalços
apascentavam lamas e enxurradas.
Meu chão de agora: a rua está calçada."

(Zila Mamede)

Em homenagem a todos os meus amigos que vão fazer vestibular na ufrn esse ano e que deveriam ler isso, e também por que estão calçando a rua da minha casa.